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“A Bíblia não é chata, Avatar é chato”

Jônatas da Cunha Ferreira

Essa semana, ouvindo uma mensagem do Dr. John Piper, ele disse: “A Bíblia não é chata… Avatar é chato!” – referindo-se ao filme que faturou a maior bilheteria da história do cinema e concorreu ao Oscar este ano.

E eu sinceramente concordo com ele por um simples motivo. Assisti o tal filme duas vezes. Na primeira, no cinema, fui com muita expectativa pela grande divulgação e pelo burburinho ao redor da produção. Mas, encontrei uma história comum – típica dos filmes do gênero – envolta por efeitos especiais até empolgantes. Na segunda vez, entretanto, os efeitos – que eram a melhor parte do filme – ficaram comuns, perderam a surpresa e a graça.

Mas com a Bíblia é completamente diferente. A cada vez que me debruço sobre ela, sou novamente surpreendido pela perfeição de Deus e da sua Graça nela revelada – e sempre com maior intensidade. Em cada leitura e releitura, mais espantado, maravilhado e boquiaberto fico com tanta beleza e sabedoria da Santa Trindade que fala vividamente comigo em suas páginas. Em cada estudo, sou levado por Deus a perceber as minhas reais necessidades e como o Pai as supre amorosamente. Há uma surpresa a cada instante; há vida em cada linha; há sabor em suas palavras. Nunca fica chato, comum, nem sem graça.

É assim porque Deus, O Todo-Poderoso falou! O Alfa e o Ômega, princípio e fim. Ele que regulou o peso dos ventos e fixou as medidas das águas; Ele que determinou leis para as chuvas e caminho para o relâmpago dos trovões; Ele que é a explosão de alegria, e energia, e poder, e sabedoria, e força, e amor, e graça, e justiça e verdade… Ele falou; não pode ser chato!

E falou Palavras vivas e eficazes, que são mais cortantes que qualquer espada de dois gumes (Hebreus 4.12). Palavra empolgante que nos deixa sem fôlego diante das grandezas e perfeições dAquele que Fala – e ela não cessa de fazer isso a cada dia.

Falou Palavras que são Vida (João 6.63). É a voz do Santíssimo narrando tudo o que fez em Seu amor para salvar da morte pecadores – como nós – falidos e rebeldes. Palavras poderosamente transformadoras porque são aptas para discernir os pensamentos e propósitos do coração, levando-nos a mudanças radicais na vida e nos lembrando de que todos os dias há algo a ser reformado.

Falou Palavra perfeita que restaura a alma do aflito (Salmo 19.7). Palavra pura, reta e verdadeira que nos consola quando choramos; que nos dá esperança quando estamos caídos; que nos traz boas-novas quando estamos quebrados. Palavra fiel e profunda, que diz exatamente o que é sábio para nossas escolhas, mesmo quando relutamos com ela – às vezes, só muito mais tarde percebemos que ela estava certa.

Falou Palavra que é útil para o ensino e para a repreensão. Útil para a correção que nos faz crescer como pessoas e como servos, sendo aperfeiçoados para toda boa obra (2Timóteo 3.16-17). Palavra que nos faz conhecer e entender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do Seu amor, a fim de que sejamos tomados por Sua plenitude.

Ele falou! Falou e nos convida a experimentar e desfrutar a novidade, a surpresa, o sabor de Sua Palavra viva. Não apenas “lamber” superficialmente a cada três ou quatro dias, ou a cada domingo. Mas degusta-la todos os dias, lentamente, sem a pressa característica de nossa cultura, saindo do meio do barulho da vida moderna para ouvi-lo sem ruídos, sem interferências. A mergulhar na Sua mensagem de vida e redenção, que não é enfadonha ou amarga, mas é doce como o mel e o destilar dos favos.

Autor: Jônatas da Cunha Ferreira
Site: iptubarao.wordpress.com | CC BY-NC-ND 3.0
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Tão perto de Jesus, mas…

Jônatas da Cunha Ferreira

Oportunidade é algo que não se pode deixar passar. Certa vez ouvi alguém dizer: “oportunidade é um baixinho, careca e barbudo que passa correndo na sua frente. Você tem de segurá-lo pela barba na hora em que estiver passando, caso contrário, não conseguirá mais pegar”.

A história de Judas Iscariotes é um relato sobre a melhor oportunidade que alguém pode ter – oportunidade que ele jogou fora. Ela nos mostra, tão claramente, que é possível estar muito perto de Jesus, e ao mesmo tempo ficar muito longe do céu. Judas teve A Oportunidade, mas desperdiçou. Ele estava entre os doze homens que Jesus chamou para andar sempre com ele. Foi chamado para o apostolado (Lc 6.12-16). Que privilégio!

Por que a oração é importante?

Jônatas da Cunha Ferreira

A oração é a mais importante das atividades humanas. Orar não é balbuciar palavras ao vento, é falar com Deus; não é apenas fechar os olhos ou dobrar os joelhos, mas dobrar o coração e a mente; não é a repetição mecânica de frases prontas, é relacionar-se sinceramente com Deus. Não raras vezes em seu ministério, Jesus dedicou-se à oração e falou dela a seus discípulos. Ele os ensinou a orar (Mt 6.5-13); apontou a necessidade da oração; e insistiu sobre seu poder espiritual (Mt 7.7; 17.21). Nele, sempre vemos diversas razões pelas quais a oração é importante.

Orar produz intimidade com Deus. A oração nos aproxima Dele. Jesus, mesmo sendo Deus, em muitos momentos, retirou-se do meio do povo para ficar sozinho em oração. Ele buscava mais a intimidade com o Pai que a popularidade (Mc 1.35). É na oração que buscamos a face de Deus e nela encontramos o prazer da Sua presença. Na conversa sincera com Deus, o conhecemos melhor; e Ele nos faz conhecer melhor a nós mesmos.

A maturidade espiritual de um crente não é medida por conhecimento bíblico ou teológico, nem por títulos ou cargos, mas pelos calos dos joelhos que se dobram em humilde oração. O cristão que não ora, talvez ainda não saiba, mas já se desviou da fé. Está morno, sem vida, sem santidade, sem intimidade com Deus. “Todo declínio espiritual começa com a negligência da oração. Nenhum coração pode desenvolver-se bem sem muita comunhão íntima com Deus; não existe nada que possa compensar a falta dela” (Berridge). Leia o resto deste post

O Absoluto da história…

Jônatas da Cunha Ferreira

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra adiante vai ser diferente… (Carlos Drummond de Andrade)

A transição de um ano para outro – que nada mais é que um dia depois do outro – é um tempo em que fazemos um balanço entre o que foi bom e o que foi ruim; entre o realizado e o frustrado no ano que termina. Renovamos sonhos e alvos para o ano que inicia. Estabelecemos metas, planejamos, firmamos propósitos a serem atingidos, tais como: ter mais tempo com a família, renovar o relacionamento diário com Deus, estudar, passear, viajar, fazer um curso, crescer profissionalmente, etc. Enfim, desejamos mudar de alguma forma nossa rotina na certeza febril de que tudo será realmente diferente.

No entanto, enquanto sonhamos, desejamos e planejamos, não podemos nos esquecer do que nos diz o livro antigo da sabedoria: “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR. (…) O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos” (Provérbios 16.1,9). Leia o resto deste post

Investindo na eternidade

John MacArthur Jr.

J. H. Jowett uma vez disse: “A real medida de nossa prosperidade é o quanto valeríamos se perdêssemos todo nosso dinheiro”. Ele está certo. Riqueza ou carência terrena de alguém não tem nada a ver com real prosperidade. O único tesouro que importa é o tesouro que você ajunta nos céus.

Jesus ensinou: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6.19-21 RA). Isso é uma ordem, não uma recomendação. Invista na eternidade!

Que mensagem apropriada para uma cultura como a nossa. As pessoas em nossa sociedade são mais prósperas que em qualquer civilização em toda história humana. Lamentavelmente, eles rapidamente dissipam suas bênçãos com coisas que não podem durar. Se nosso tesouro revela a condição de nosso coração (v.21), esta geração está em um sério transtorno espiritual. Nossos hábitos de consumo mostram um insignificante interesse pelas coisas de valor eterno. Leia o resto deste post

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