Tão perto de Jesus, mas…
Ele tinha grandes qualidades. Seu nome significava “louvor”. Possuía boa capacidade administrativa e tornou-se tesoureiro dos doze. Tinha a confiança e o prestígio de todos, tanto que ninguém ousou desconfiar dele. Judas passou a fazer parte do círculo íntimo de Jesus. Andou e aprendeu com Ele por mais de três anos. Ouviu Jesus pregar para as multidões e teve a chance de ouvir sobre o Reino de Deus da boca do próprio Rei. Ele viu Jesus transformar água em vinho (Jo 2.1-12); viu quando a tempestade acalmou-se ao som de Sua voz (Mt 8.23-27; Mc 4.35-41); testemunhou quando Jesus alimentou cinco mil homens com apenas cinco pães e dois peixes (Mt 14.13-21; Lc 9.10-17). Ele foi testemunha de tantos milagres que Jesus fez. Teve seus pés lavados por Jesus e recebeu seu amor da mesma forma e na mesma medida dos demais (Mt 26.22; Jo 13.1-35). Quando foi anunciado que dentre os doze havia um traidor, todos ficaram perplexos. Jesus o havia tratado como aos outros.
Não restam, portanto, dúvidas que Judas teve uma oportunidade ímpar. Ele viu, ouviu e presenciou coisas que somente outras onze pessoas tiveram o privilégio. No entanto, ele desperdiçou esta grande chance. Ele desprezou o significado do próprio nome. O “louvor” cessou e seu nome passou a ser sinônimo de traição. Ele desprezou o fato de ter ouvido Jesus dizer que é a luz do mundo; o caminho, a verdade e a vida; e o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Mesmo tendo visto tantos milagres, foi hipócrita. Manteve a aparência de crente, mas não se comprometeu com o Mestre. Recebeu o amor de Jesus, permaneceu tão perto Dele, mas nunca abraçou a fé sinceramente. Ninguém jamais esteve tão perto de Jesus, e tão longe do céu. Sua história nos mostra como é possível estar perto do Salvador e, mesmo assim, estar completamente perdido. Judas “estava na igreja”, ouviu a Palavra de Jesus, viu seus milagres e, até mesmo, pregou em seu Nome, mas não se converteu. Trocou Jesus pelo dinheiro; trocou o céu pelo mundo.
Ser um cristão não é estar na igreja, mas entender a sua necessidade do Salvador por causa da gravidade dos seus pecados e da severidade do juízo de Deus. Ser cristão não é ter simpatia por Jesus e por seus ensinos éticos. É conhecê-lo pessoalmente e experimentar do seu amor demonstrado na cruz e assumir um compromisso pessoal com Ele, por meio da fé. Apenas ir a igreja não fará de você um cristão da mesma forma que apenas ir à faculdade não fará de você um profissional. Talvez você esteja dentro da igreja, seja batizado e participe de todos os cultos. Entretanto, se ainda não percebeu nos seus pecados sua necessidade do Salvador, nem tem com Ele um compromisso pessoal e profundo, então você pode estar muito perto Dele, e mesmo assim estar ainda longe do céu.
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Publicado em 18.04.2010, em Reflexões e marcado como Compromisso com Jesus, Cristianismo, Oportunidade, Salvação, Verdadeiro Cristão. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.
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