Jônatas da Cunha Ferreira

Algo é realmente preocupante no desenvolvimento de uma espiritualidade cristã sadia na cultura moderna: o tempo. Administrar bem o tempo, dividindo-o entre família, trabalho e lazer, em um contexto cada vez mais exigente e esgotante, passa ser um desafio dos mais difíceis.
É aqui que surge o problema. Quando tem de se estabelecer as prioridades da agenda de compromissos e atividades diárias, a tendência é colocar no topo aquilo que tem efeito ou prazer imediato, empurrando para o fim, para o caso de sobrar um tempinho – que, de fato, nunca sobra – tudo que é de longo prazo e que precisa de um investimento maior. Com isso, relega-se o tempo saudável com os filhos e com o cônjuge e o cultivo de amizades profundas, isso sem falar de tudo que é de natureza eterna e espiritual (essas ficam no último lugar das últimas coisas).
Isso revela a natureza de nossas preocupações. Na verdade, fazer esse tipo de opção é demonstrar que se está mais preocupado – e ocupado – com o próprio umbigo que com qualquer outra coisa. É sofrer da síndrome de Narciso, o herói da mitologia grega que morreu afogado por estar apaixonado por sua imagem refletida na água. E, quando estamos ocupados demais, criamos para nós mesmos, quase sem notar, dificuldades sérias – que por pouco são intransponíveis – para perceber e ouvir o outro, que muitas vezes é o próprio filho ou cônjuge. Leia o resto deste post »










Mark Cahill é formado em Administração de Empresas pela Universidade Auburn. Depois de passar alguns anos no mundo dos negócios, foi convertido a Jesus Cristo e pediu a Deus que o colocasse onde pudesse tocar tantas vidas quanto possível. Desde então, vem falando com mais de 25 mil pessoas por ano em igrejas, retiros, conferências, acampamentos etc. Sua verdadeira vocação é testemunhar, seja em shoppings, festivais de música e arte, praias, eventos esportivos, bairros boêmios, ou onde quer que se encontrem os perdidos.